sábado, 11 de maio de 2013

CONVITE







O CTG Amigos da Cavalgada estará completando, neste próximo dia 18 de maio, seus 25 anos de fundação. Para comemorarmos esta tão importante data, a patronagem vem através deste convidar você para nossa reunião na sede do CTG, a partir das 11:00hrs, do dia 18/05, onde estará sendo apresentado o programa OH! De Casa, com Ringo Fagundes e também o Show do Povo, da Rádio Clube de Indaial.

Queremos você presente neste evento!

CTG Amigos da Cavalgada - Parque Jorge Hardt - Indaial/SC



sábado, 27 de abril de 2013

24 de abril - Dia do Chimarrão


CHIMARRÃO
     A BEBIDA SÍMBOLO DO RIO GRANDE DO SUL


ORIGEM DO TERMO            
  
A palavra chimarrão tem origens no vocabulário espanhol e português. Do espanhol cimarrón, que significa chucro, bruto, bárbaro, vocábulo empregado em quase toda a América Latina, do México ao Prata, designando os animais domesticados que se tornaram selvagens.
O comércio de mate e o preparo da erva foram em tempos passados proibidos no Paraguai, o que não impedia, entretanto, que clandestinamente continuasse em largo uso naquela então colônia espanhola.

A HISTÓRIA
         
Assunção havia-se transformado na pérola das colônias espanholas na América. O general Irala, que numa conspiração derrubara o governador de província e estendera seus domínios do pampa aos Andes e até Sierra Encantada-Peru, investindo para o leste e chegando, em 1554, às terras de Guairá, atualmente terras do Paraná. Ali foi recebido por quase 300 mil guaranis com alegria e hospitalidade. Além da acolhida, o que chamou a atenção foi que os índios de Guairá eram mais fortes do que os guaranis de qualquer outra região, mais alegres e dóceis. Entre seus hábitos, havia o uso de uma bebida feita com folhas fragmentadas, ingerida em um pequeno porongo por meio de um canudo de taquara na base um trançado de fibras para impedir que as partículas das folhas fossem ingeridas. Os guaranis chamavam-na de caá-i (água de erva saborosa) e dizem que seu uso fora transmitido por tupã.
Os conquistadores provaram o chimarrão e o acharam saboroso e alguns poucos goles davam uma sensação de bem-estar ao organismo. De volta a Assunção, os soldados de Irala levaram um bom carregamento de erva. Em pouco tempo, o comércio da erva-mate se tornava o mais rendoso da Colônia. O uso do chimarrão se estendeu às margens do Prata, conquistou Buenos Aires, transpôs os Andes, chegou a Potosi, enriquecendo os donos do Paraguai. Assunção dobrou de população e de tamanho. As fortunas se agigantavam.
O chimarrão também fez a riqueza dos jesuítas que se estabeleceram no Guaíra, ao sul do Paranapanema e nos Sete Povos, à margem oriental do Uruguai. Fazendo plantio de ervais, depois de fracassos iniciais para germinar a semente, os jesuítas inventaram a caá-mini, pó grosso de erva-mate, que passou a valer três vezes mais e, com sua exportação, ganharam muito dinheiro, trazendo um período de opulência para os Sete Povos e as Missões.
Os argentinos descobriram o segredo que havia sido guardado com os jesuítas de como fazer germinar a semente e plantaram seus ervais que, em pouco tempo, se estendiam em milhares de pés pelo território de Misiones.

OS AVIOS


Os "avios" (instrumentos necessários) de chimarrão são a erva-mate, a cuia ou porongo onde se deposita a erva, a bomba através do qual se suga a infusão, e a chaleira onde se põe a água a aquecer até que comece a "chiar" em fase de pré-fervura. Para maior comodidade do mateador, pode haver também entre os "avios" o tripé, em que se deposita a cuia, ou em vez do tripé, um porta-cuia feito com outro pedaço de porongo.

Na fronteira-sul do Estado utilizavam-se preferentemente cuias "chatas" (galletas, dizem os uruguaios), formadas com o fruto de uma trepadeira cientificamente denominada crescentia cujetae. Mas mesmo naquela região tem sido cada vez mais utilizada a cuia" redonda resuItante de um porongo aberto (Iagenaria vulgaris, família das cucurbitáceas).O uso de um bom porongo contribui para o sabor agradável do mate. Não têm sido muito coroadas de êxito as tentativas de se fabricarem cuias de madeira vidro, porcelana (para mate-doce, com açúcar), etc. Há cuias pirografadas, buriladas, enegrecidas afogo, com bocal de prata, com lavores de ourivesaria, recobertas de metal branco, etc. Também as bombas têm, no correr do tempo, adquirido ornamentos. A tradição prefere bombas de prata com bocal de ouro e com um anel intermediário incrustrado de ouro ou eventualmente, de pedras semi-preciosas.
Hoje em dia é comum quem toma chimarrão, ter uma garrafa térmica e um rabo quente para esquentar a água.
Tal como ocorre com o cachimbo da paz, a cuia de chimarrão passa de mão em mão, em círculo, com todas as pessoas pondo os lábios, à sua vez, na mesma bomba. Cada um precisa tomar todo o conteúdo de cada "mate", até que a bomba "ronque" por já estar sugando ar em vez de chá.
Prepare um mate rapidinho...Dica da escola do chimarrão:
 



Fonte: blog MTG RS

segunda-feira, 8 de abril de 2013

8ª Cavalgada entre Amigos 20/04/13


domingo, 24 de março de 2013

Fotos do CTG (FIMI - 24/03/2013)





sexta-feira, 15 de março de 2013

TREINO DE LAÇO FIMI - DIA 24/03/13




Buenas xiruzada!!!

O CTG Amigos da Cavalgada convida você laçador, gaúcho, tradicionalista, para um treino de laço em comemoração ao aniversário de Indaial (FIMI) e também as famílias e amigos para prestigiar um local familiar e comer uma Costela de fogo de chão bueno uma barbaridade!

Abaixo a programação:

Dia 24/03 ás 8h00: Laço em dupla.
Inscrições: R$ 30,00
Premiação: 20% do arrecadado.

*As primeiras 20 duplas inscritas até as 8h30 classificam-se com 7 e 8 armadas.

Pelotão de 100 em 100.

Classifica-se 2 vidas com parceiros diferentes. Para em 5 voltas ou 2 duplas.


Logo após, quarteto.
Inscrição: R$40,00
Premiação: 20% do arrecadado.

*Inscrições podem ser com parceiros de outros CTG's.


Ao meio dia haverá Costela Fogo de Chão pelo preço de R$20,00.



Aguardamos a todos. Mil Grácias!

Por: Lucas Pinho.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Programa Oh de Casa!

Todos os sábados das 11h30 ás 13h30. Boleia a perna vivente!

AM 1080 ou, escute via internet:

http://www.radioclubeindaial.com.br/












Por: Lucas Pinho.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

27/02/1843 e 28/02/1845 - Datas Históricas


27/02/1843
Duelo de Bento Gonçalves e Onofre Pires



“Que los hermanos sean unidos,
Porque esa es la ley primera,
Tengan unión verdadera
En cualquier tiempo que sea –
Porque si entre ellos pelean,
Los devoran los de ajuera”
(Martin Fierro, de José Hernandez).

Bento Gonçalves da Silva, o grande Comandante da Revolução Farroupilha, era primo-irmão de Onofre Pires. Mais do que primos, eram amigos, há mais de 30 anos. E irmãos de armas.
Mas, registra a História, Onofre Pires “era murmurador e costumava falar mal dos outros pelas costas”.
Tinha inúmeras qualidades, mas esse péssimo defeito.
E por ter esse defeito, como é próprio de quem murmura e fala pela costas, ouvia diz-que-diz-que.
E acreditava em boatos e murmúrios mal-intencionados. Isso provocou a desunião no sonho farroupilha. A ponto de, no Cerro Topador, nas proximidades do arroio Sarandi – hoje município de Sant’Ana do Livramento -, em fevereiro de 1844, o Exército Farroupilha dividir-se em dois acampamentos.
Um era o acampamento de Bento Gonçalves. O outro, o de David Canabarro (a quem Bento passara a Chefia do Exército), no qual se encontrava o grupo que se opunha ao grande General Farroupilha: Vicente da Fontoura, Lucas de Oliveira e Onofre Pires.
Quando a desunião se instala entre irmãos, começa a ruir o sonho.
Porque o ideal precisa que os irmãos sejam unidos.
Quando, porém, a intriga prevalece, se desvanece o sonho. Ruem os ideais. Fenece a luta.
Mas… a História ensina que alguém sempre é usado, ainda que inconscientemente, como instrumento.
Foi o que, mais uma vez, ocorreu. Vicente da Fontoura e Lucas de Oliveira não tinham a mínima condição de duelar com Bento Gonçalves. Não eram homens da mesma estirpe. Longe disso.
Insuflaram, então, com argúcia e artimanhas, o Coronel Onofre Pires a difamar a honra e a reputação do grande General Farrapo. Era demás pra têmpera do gaudério Bento Gonçalves.
Escreve, então, uma carta a Onofre, exigindo que ele confirme, ou não, por escrito, as acusações.
O Coronel responde ao General, confirmando, por escrito e claramente, sem qualquer evasiva, esquiva ou malícia, tudo o que afirmara. Diante da resposta, Bento desafia Onofre Pires para um duelo, à espada. O desafio para o duelo é aceito de imediato e realizado na mesma data, no clarear do dia 27 de fevereiro de 1844.
Ao amanhecer, Bento monta no seu picaço e vai até a tenda de Onofre.
Grita: Onofre!
O Coronel logo aparece, com a cara de quem está acordando, e ouve a pergunta:
- Sabe por que eu vim?
- Vou encilhar o colorado – foi a resposta.
É da tradição do duelo.
As ofensas já foram ditas.
Mais importante: é a estirpe farrapa - respeito aos homens de honra.
Pouco tempo despôs, aparece Onofre, de cara lavada e montado no seu cavalo de confiança.
Afastam-se, lado a lado, no picaço e no colorado, em trote sem pressa, até um capão de mato, há cerca de 14 de légua.
Desmontam, desembainham as espadas.
Miram-se.
A vantagem, na ótica de Lucas de Oliveira e de Vicente da Fontoura, é toda de Onofre Pires, 11 anos más moço.
Além disso, embora Bento Gonçalves continuasse forte, aos 55 anos, e fosse um homem de bom porte, Onofre Pires era imenso: cerca de dois metros de altura e muito corpulento.
Mas esqueceram de uma côsa: era Bento Gonçalves.

O duelo é travado.
Brilham as espadas, faiscando no dia que amanhece.
Tinidos de aço espantam as aves, solitárias testemunhas do triste duelo.
Bento Gonçalves termina a luta de pé, com a ponta da espada ensangüentada pelo ferimento causado no antebraço direito de Onofre Pires, que deixa cair a sua arma.
Bento se aproxima e, com o seu próprio lenço, tenta estancar a hemorragia.
Busca socorro para o primo e irmão de armas.
É inútil.
Onofre Pires é atingido pela gangrena e morre, poucos dias depois.
Começa a morrer o sonho da República Rio-Grandense.

Newton Fabrício
Obs: o diálogo acima, entre Bento e Onofre, constitui trecho transcrito do livro “Os Varões Assinalados”, de Tabajara Ruas.
As três linhas seguintes ao diálogo correspondem a trecho extraído – mas modificado – da obra “A Guerra dos Farrapos”, de Alcy Cheuiche.

Obs 2: esse conto constará do livro “Causos, fandangos e domas de potros", a ser publicado.

Fonte: http://peleando.net



28/02/1845

Tratado de Ponche Verde



O Tratado de Poncho Verde , Convenção de Poncho Verde ou Paz de Poncho Verdeé o nome dado a um acordo que pôs fim à Revolução Farroupilha e à República Rio-Grandense, voltando o território litigante a fazer parte do Império do Brasil, de D. Pedro II. É aceita como data de sua assinatura o 1° de março de 1845, quando foi anunciada a paz.Ponche Verde ou Poncho Verde é uma região assim denominada pelas suas verdes campinas, ótimas para o pastoreio de gado; hoje o lugar tem como sede o município de Dom Pedrito, no estado do Rio Grande do Sul.

Artigos do Tratado de Paz - concessões obtidas do Governo Imperial, e que deram andamento a conclusão da Paz.
1o - O indivíduo que for pelos republicanos indicado Presidente da Província, é aprovado pelo Governo Imperial e passará a presidir a Província;
2o - A dívida nacional é paga pelo governo imperial, devendo apresentar-se  ao Barão, a relação dos crédidos para ele entregar à pessoa, ou pessoas para isto nomeadas, a importância a que montar dita dívida;
3o - Os oficiais Republicanos que por nosso Comandante em Chefe, forem indicados, passarão a pertencer ao Exército do Brasil no mesmo posto, e os que quiserem suas demissões ou não quiserem pertencer ao Exército, não serão obrigados a servir, tanto em Guarda Nacional como em primeira linha;
4o - São livres, e como tais reconhecidos, todos os cativos que serviram a República;
5o - As causas civis não tendo nulidades escandalosas, são válidas, bem como todas as licenças, e dispensas Eclesiásticas;
6o - É garantida a segurança individual, e de propriedade, em toda sua plenitude;
7o - Tendo o Barão de organizar um Corpo de Linha, receberá para ele todos os oficiais republicanos sempre que assim voluntariamente queiram;
8o - Nossos prisioneiros de guerra serão logo soltos, e aqueles que estão fora da Província serão reconduzidos à ela;
9o - Não são reconhecidos  em suas patentes, os nossos Generais; porém gozam das imunidades dos demais cidadãos designados;
10o - O Governo Imperial vai tratar definitivamente da Linha Divisória com o estado Oriental;
11o - Os soldados da república pelos respectivos comandantes relacionados, ficam isentos de recrutamento de primeira linha;
12o - Ofiiciais e soldados que pertenceram ao Exército Imperial, e se apresentaram ao nosso serviço, serão plenamente garantidos como os demais Republicanos.
Este documento consta no Livro "A História da Grande Revolução"Tomo VI, pg. 282, de Alfredo VarellaEditora Livraria do Globo, 1933.
É importante observar o Art. 5º e o desrespeito ainda hoje do Art. 1º do Tratado.
Embora a história oficial apresente este tratado como assinado em 28 de fevereiro e 1º de março de 1845, pelos Farroupilhas e Imperiais, respectivamente, se faz mister informar que o documento original foi datado assim: "Campo de Alexandre Simões, 25 de fevereiro de 1845".

No cabeçalho consta "Artigos do Tratado de Paz - concessões obtidas do Governo Imperial, e que deram andamento a conclusão da Paz", deve-se notar que não há qualquer referência ao nome de "Tratado do Ponche Verde"como está registrado na história oficial.
Também importante é fato de que Bento Gonçalves da Silva e Souza Neto se recusaram a assinar este Tratado de Paz.

Em nenhum dos artigos deste Tratado de Paz a independência da República Rio-Grandense é anulada ou extinta, permanecendo intacta.

Outro fato de grande relevância e preponderante é o Tratado de Livre Comércio, através do qual a Inglaterra reconhece a independência gaúcha. Este Tratado é datado de 23 de Março de 1845, ou seja, um mês após a data da suposta assinatura do Tratado do Ponche Verde. Se os Farroupilhas continuavam buscando reconhecimento oficial internacional em Março de 1845, era porque não havia nenhum impedimento para tal, o que segundo muitos fundamenta a tese de que o Tratado do Ponche Verde jamais foi assinado, tendo sido apenas discutido, mas não formalizado. Isso também coaduna com o fato de que foram encontrados apenas rascunhos do Tratado do Ponche Verde; os originais nunca foram encontrados.

Fonte: http://www.pampalivre.info


Por: Lucas Pinho de Mello