terça-feira, 23 de outubro de 2012

As 7 maravilhas do Rio Grande do Sul



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Estréia Contos Gauchescos, o filme


A estréia de Contos Gauchescos, o filme, encerrará as comemorações do centenário de publicação do clássico de João Simões Lopes Neto

O filme entra em cartaz simultaneamente em Porto Alegre e municípios do Estado a partir de 02 de novembro

Encerrando as efemérides do centenário de publicação (1912-2012) do livro de João Simões Lopes Neto, Contos Gauchescos, o filme, chegará às telas de diversas cidades gaúchas em novembro. Porto Alegre, Pelotas e Santa Maria já estão confirmadas e outras cidades deverão integrar o circuito. Antes da estréia, o filme cumpre duas agendas internacionais no Festival Internacional de Cinema de Montevidéu e na Universidade Livre de Berlim, onde será a principal atração do evento comemorativo ao centenário do livro organizado pelo Departamento de Estudos Latino-americanos a cargo da Profa. Dra. Ligia Chiappini, uma das principais especialistas na obra do escritor gaúcho. Contos Gauchescos estreia no circuito comercial de cinemas no próximo dia 2, em Porto Alegre e outros municípios do RGS. No dia 5, as 19:30 hs, haverá uma sessão especial promovida pelo Studio Clio e a Cervejaria Coruja com a participação do Prof. Luís Augusto Fischer e do crítico e roteirista João Luiz Martinez. Na ocasião, haverá um brinde com a Cerveja Coice e a participação do escultor Caé Braga, parceiro da criação da bebida, que realizará uma obra artística.

Luiz Marenco conta sua história em vídeo


Biografia de Luiz Marenco

Com quase 20 anos de carreira, uma discografia de 20 obras, 18 CDs e 2 DVDs, Luiz Marenco é hoje um dos espetáculos nativistas mais requisitados do sul do Brasil, tendo a consciência de que seu canto esta ligado a terra, valores, hábitos e costumes de seu povo. Natural de Porto Alegre/RS, nasceu no dia 22/12/1964 e começou a se interessar pela música aos 08 anos de idade, quando ganhou seu primeiro violão. Sua carreira profissional iniciou em 1988, quando começou a participar de festivais , movimento importante para a cultura de nosso estado e que lhe rendeu grandes conquistas em âmbito regional. Seu canto já percorreu vários estados do Brasil, como Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás, Brasília e Tocantins, assim como na Argentina, Uruguai e Paraguai fazendo apresentações ao lado Santiago Chalar e espetáculos e gravações com Pepe Guerra e Jorge Nasser(cantores do folclore Uruguaio), além de gravações com Antonio Tarrago Ros e Ramon Ayala da Argentina .

Documentário dirigido por Esther da Veiga e Odoni Perin.




segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A Formação da Estância




"Estância" quer dizer "lugar de estar", como as estâncias hidrominerais, tão populares, hoje. Mas é também o lugar onde se cria gado para vender, ou seja, trata-se de uma empresa comercial.

Foi o padre jesuíta quem criou a estância gaúcha. Preocupado com a crise de fome que assolava os povos, em 1634 o Padre Cristóbal de Mendonza trouxe mil cabeças vacuns desde a Argentina, gado esse que foi distribuído em "estâncias" para o abastecimento dos povos. Alguns ficavam distantes das Missões, como a de Santa Tecla, hoje no município de Bagé. Para cuidar das estâncias, os jesuítas treinaram a cavalo índios "vaqueros", que logo iriam se somar aquele denso caldo humano do qual vai brotar o Gaúcho.

Expulsos os jesuítas, muito gado ficou por aqui e o branco - espanhol ou português - foi se adonando de tudo, organizando as suas próprias estâncias. E já registrando "marca" (que era enorme) e "sinal" (cortes específicos nas orelhas dos animais), como persiste até hoje.

Essas primeiras estâncias tinham como limites os meramente naturais - rios, montes, matos - mas cada um sabia o que era seu e até uma ninhada de tatus assinalados era respeitada escrupulosamente pelos vizinhos... Ademais, os jesuítas muitas vezes mandavam os índios escavar extensos valos, para delimitar áreas de campo, como os que existem ainda hoje na estância Guabijutujá, em Tupanciretã. Depois, com os escravos, vieram as cercas de pedra, existentes ainda hoje, que os serranos chamam de "taipa". Na metade do século XIX aparece a cerca de arame, fazendo a divisa de potreiros, invernadas e postos.

sábado, 13 de outubro de 2012

CHIMARRÃO - MATE - AMARGO



O Chimarrão é um legado do índio Guarani.

Sempre presente no dia-a-dia, o chimarrão constituiu-se na bebida típica do Rio Grande do Sul, ou seja, na tradição representativa do nosso pago. Também conhecido como mate amargo, como bebida preferida pelo gaúcho, constitui-se no símbolo da hospitalidade e da amizade do gaúcho. É o mate cevado sem açúcar, preparado em uma cuia e sorvido através de uma bomba. É a bebida proveniente da infusão da erva-mate, planta nativa das matas sul-americanas, inclusive no Rio Grande do Sul.

O homem branco, ao chegar no pago gaúcho, encontrou o índio guarani tomando o CAA, em porongo, sorvendo o CAÁ-Y, através do TACUAPI.

Podemos dizer, que o chimarrão é a inspiração do aconchego, é o espírito democrático, é o costume que, de mão – em - mão, mantém acesa a chama da tradição e do afeto, que habita os ranchos, os galpões dos mais longínquos rincões do pago do sul, chegando a ser o maior veículo de comunicação.

O mate é a voz quíchua, que designa a cuia, isto é, o recipiente para a infusão do mate. Atualmente, por extensão passou a designar o conjunto da cuia, erva-mate e bomba, isto é, o mate pronto.

O homem do campo passou o hábito para a cidade, até consagrá-lo regional. O Chimarrão é um hábito, uma tradição, uma espécie de resistência cultural espontânea.

Os avios ou os apetrechos do mate constituem o conjunto de utensílios usados para fazer o mate. Os avios do mate são fundamentalmente a cuia e a bomba.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

LENÇO NO PESCOÇO


Antonio Augusto Fagundes
O lenço de pescoço é “panache” do gaúcho, seu orgulho e sua honra. Muitas vezes foi também símbolo político. Em 1893 foram “maragatos” contra “pica-paus” (lenço vermelho contra lenço branco) e em 1923 foram “maragatos” contra “chimangos” (novamente o embate das duas cores tradicionais) e em 1930 o esperto Getulio Vargas uniu brancos e colorados e literalmente “invadiu” o Brasil...
Aqui no Rio Grande do Sul, ainda na monarquia, as brigas eram constantes entre conservadores e liberais quando surgiram com muita força os republicanos. Em 1892 funda-se o Partido Federalista, cujos seguidores, os caudilhos do campo e sua clientela, gostavam de usar o lenço vermelho como símbolo ostensivo de sua condição política, o que aliás os farrapos também fizeram a seu tempo.

domingo, 7 de outubro de 2012

Querência - César Oliveira e Rogério Melo


De fronte do galpão grande
Um cerne de curunilha
Palanqueador de tropilhas
Cravado num chão sulino
Sob a luz de um céu divino
O campo que não se entrega
À pata e a peito de égua
Vai ressabiando o destino